Cinco dicas para economizar dinheiro nas compras do supermercado

Não sei se com vocês acontece a mesma coisa, mas, há pelo menos dois anos, é quase impossível eu sair do supermercado sem desembolsar, no mínimo, R$ 50. Poucos itens já chegam a uma conta de quase três dígitos. Quando ia de carro, então, lotava o carrinho. Afinal, o meu salário que não atende mais minhas necessidades, os preços que subiram ou eu que adquiri hábitos mais caros? A resposta é “um pouco dos três”!

Primeiramente, os salários não estão crescendo no mesmo ritmo que antes. Com uma economia fraca, é difícil achar alguém que trocou de emprego por ter recebido uma proposta que dobrava seu antigo salário. A euforia do boom da classe média e das taxas recorde de emprego parece ter dado uma trégua. De 2013 para 2014, por exemplo, o rendimento médio dos empregados com carteira assinada do setor privado subiu apenas 1,7%. Para os que não tem carteira assinada, caiu 1,7%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em segundo lugar, os preços subiram mesmo – muito. A inflação de 2014 bateu 6,41% e só não foi maior porque o governo segurou os reajustes de preço do combustível e da energia (preços administrados). E para este ano a expectativa já é inflação acima de 7%. Quando o tomate estava valendo R$ 10 o quilo, ele era o vilão da cesta, posto agora ocupado pelo carne (aumento de 22% em 2014). Comer fora de casa, então, ficou quase 10% mais caro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Então, sim o nosso poder de compra diminuiu – o que compramos com R$ 50 hoje não é incomparável ao que levávamos há cinco anos.

Por fim, com a ascensão de milhões de pessoas à classe média vieram também novos hábitos de consumo. Queijos, vinhos, castanhas, chás, barras de cereais, chocolates suíços, etc etc etc entraram na lista de novos queridinhos. Para quem vive de dieta, então, paga 50% a mais por um atum em água ou pão integral. Estamos mais propensos a nos permitir comprar algo mais caro, conhecer aquele restaurante badalado, tomar um sorvete de palito que custe R$ 10. Afinal, trabalhamos tanto para ganhar algum dinheiro que merecemos gastar com o melhor, não é mesmo? Bom, se vc tem uma conta bancária rechonchuda, diria até que você se dar ao luxo. Mas, se você, como, é daquele tipo que ‘ganha-o-suficiente-para-se-manter-e-só’, há limites para nossos mimos.

Pagar R$ 100 no quilo da castanha de caju não é – nem de longe – um bom negócio. Consumir com consciência e planejamento (listinha de compras) é mais que necessário em anos difíceis como o de 2015. Eu sempre coloquei tudo que queria no carrinho e só digitava a senha do cartão, às vezes até sem olhar. No fim do mês, o hábito comprometia meu orçamento.
Pensando nisso e em como muitas outras mulheres sofrem do mesmo mal que eu – amar fazer compras – fiz um guiazinho para vocês conseguirem se segurar.

1 – Não ir com fome: é psicológico; se você passeia pelo mercado de estômago vazio vai acabar comprando mais do que deveria. Faça um lanchinho antes, assim as bolachas gourmet não vão parecer mais tãaaao apetitosa.

2 – Levar dinheiro (em notas) e “esquecer” o cartão em casa. Acredite, você vai conseguir resistir às tentadoras prateleiras com suas cores, sabores e lembranças porque simplesmente não tem outra opção, está com pouco dinheiro.

3 – Troque alguns produtos por marcas mais baratas. Os supermercados costumam ter marcas próprias para produtos básicos que são muito similares às marcas tradicionais.

4 – Pegue uma cesta ao invés do carrinho. Como ela cabe menos coisa, você não vai conseguir levar a loja toda e, além disso, ficará pesado se você resolver tentar.

5 – Vá mais à feira. É menos estressante, você tem mais poder de barganha, consegue negociar os preços e é mais divertido e mais saudável do que ficar séculos na fila do caixa.

Espero que as dicas sejam úteis! Vamos guardar dinheiro para o que é mais importante em nossas vidas – nossos Planos. #todamulhertemumplano #azuléonovopreto

Naiara Bertão

Naiara Bertão é jornalista de formação e inquieta de nascença. Escreve sobre economia para a revista EXAME e, nas horas vagas, se divide entre trabalhos voluntários, corridas de rua, cursos, leituras e boas risadas com amigos. Adora estar rodeada por pessoas com alto astral e está em uma constante busca por mais qualidade de vida e a tal Felicidade.