Como nós, mulheres, estamos na luta pela equidade de gênero?

A luta de todas nós, mulheres, têm ganhado cada vez mais espaço. Temos tido, no mundo todo, uma importante oportunidade de falar sobre tudo aquilo que nos incomoda, que ainda nos colocam como inferiores em uma sociedade ainda patriarcal e repleta de machismo (muitas vezes enrustidos nas próprias mulheres, viu?).

Lutamos pela equidade de gênero, por condições igualitárias na sociedade, no mercado de trabalho, na vida! Nossos avanços têm acontecido a passos lentos, mas não significa que eles não sejam importantes, pelo contrário, são grandes passos para uma grande mudança no futuro para nossas meninas.

Esperamos que elas tenham as oportunidades que não tivemos, que encarem menos preconceito e machismo que nós. Que não sejam assediadas como nós. Nossa luta é pelo futuro, pelo futuro das nossas gerações.

Todo este movimento, que é extremamente importante mundialmente, já foi até mesmo foi reconhecido no encontro global de empreendedorismo, no fim do ano passado, na Índia. Nele, empreendedoras foram o destaque e dados mostram como as mulheres vão elevar o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2% só com a redução gradual da desigualdade de gênero no mercado de trabalho. 2% parece pouco à primeira vista, mas em se tratando de PIB mundial, a diferença é gigante, por isso precisamos fazer a diferença!

Quando falamos nos salários, informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a renda média do brasileiro é de R$ 2.043,00. Mas, quando mudamos este cenário separando entre homens e mulheres, aí a coisa muda: eles ganham, uma média de R$ 2.251,00, já elas… em torno de R$ 1.762,00. Imagina isso em uma escala como executivos, como mulheres em cargos de liderança, como diretoras, CEO de empresas. O rombo é muito maior. Em uma pesquisa feita em 2016, apontava que apenas 11% das mulheres ocupavam cargos de CEO no Brasil, ou seja, ainda falta muito chegarmos a igualdade.

 

 

O relatório de 2017 chamado “Em busca da igualdade de gênero: uma batalha difícil”, da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico, mostra que o desde a última pesquisa, em 2012, o progresso foi muito baixo nos últimos cinco anos. Só pra ter uma ideia dos números, na Coreia do Sul, a diferença entre salários chega a 37%. Já na Bélgica e Costa Rica, é menos de 4%.

No Brasil, a diferença entre os salários de homens e mulheres é bem alta. Menor que o da Coreia do Sul, é verdade, mas ainda bem alta, chegando a 24,8%, mesmo as mulheres tendo, dois anos a mais de estudos em média. Ano passado, em uma pesquisa feita pela Catho, mostra que a diferença entre os salários chega a 58% nos cargos operacionais, e no caso de especialista com graduação, a diferença é de 51,4%. Isso ainda significa que a sociedade precisa mudar muito a questão de estereótipos.

A gente bem sabe que nós, mulheres, muitas vezes perdemos espaços empresas porque ainda há aquela crença de que a mulher não se dedicará tanto quanto um homem por conta das obrigações com a casa e com os filhos. (Insira aqui uma bufada de inconformismo porque, infelizmente, muitas empresas ainda levam isso em consideração).

Sem falar em outras questões como homens que não aceitam ter mulheres como chefes, fora o fato de falarem que nós somos cheias de mimimi e nunca, na verdade, param pra levar em conta a nossa competência, o quanto somos capazes de fazer a diferença em uma companhia, como líderes, como diretoras.

Somos muito mais capazes do que a sociedade reconhece, estamos a passos de formiguinha, mas não vamos desistir. Vamos juntas!

Kelly Sá

Amante da arte, das palavras. Adora crianças, cachorros e gatos. Formada em Letras, adora trabalhar com conteúdo, fazendo das palavras o seu brinquedo preferido.