Do it!

Um desses dias aí eu sonhei que me chamavam pra fazer um TED. No sonho eu cheguei no palco, liguei meu celular no telão e, por aproximadamente um minuto, passei esse vídeo do Shia Labeuf enquanto observava a reação do público (eu espero você ver o vídeo). Sim, é um TED fake, mas com o maior discurso motivacional de todos os tempos e o melhor conselho que qualquer pessoa pode te dar em qualquer momento da sua vida.

FAÇA O QUE VOCÊ QUISER. BOTE AS COISAS PRA ANDAR. PARE DE ARRANJAR DESCULPA. PRA FAZER BASTA COMEÇAR A FAZER. O QUE VOCÊ TÁ ESPERANDO?

Antes de surgir esse vídeo maravilhoso, dava mais trabalho pra dar conselhos sobre mudanças na vida. No fim das contas o meu discurso era basicamente esse e o Shia (ou, seja quem for que escreveu esse roteiro) traduziu pra mim.

“O máximo que pode acontecer é dar errado”. E na hora que eu falava isso a pessoa já  fechava a cara. Mas só por que ela ainda não tinha enxergado o que tem por trás dessa frase. Enquanto pode dar alguma merda sim e você ter que voltar com o rabinho entre as pernas pra onde saiu, TUDO (absolutamente tudo mais) pode dar certo e, através dessa decisão, você pode abrir espaço para um mar de oportunidades que nunca teria acesso se tivesse continuado onde estava.

Seguinte, eu parto do pressuposto que, se a pessoa me para pra pedir conselhos sobre mudança, é porque ela já quer mudar. Ela quer ouvir o que ninguém mais diz. Ela quer sem empurrada pra frente como ninguém empurra. Pois é.

Tava esses dias lendo Rework, de Jason Fried, e, uma das coisas que o cara diz é que no mundo real ninguém bota fé nas suas ideias, não! No mundo real, ninguém acredita que coisas fora do padrão existente funcionem. A maioria das pessoas não vai acreditar de primeira em seu projetos malucos. Então, você tem que mandar o mundo real à merda, as pessoas que te puxam pra baixo pra casa do caralho e fazer suas porras acontecerem, sabe? Mostrar que pode dar certo.

 

Desde 1999, antes da internet ser A internet, eu tenho blog, mexo com projetos on-line, conteúdo na web e em redes sociais, e sempre sobrou vontade de transformar esse universo que eu tanto amava em fonte de renda também. Eu não sabia direito como fazer, mas, depois de debater muito no Twitter (é legal, gente), produzir muito conteúdo bacana e conversar com pessoas que se sentiam da mesma forma que eu, consegui enxergar que o lugar que eu estava (Itabuna/BA) não ia me ajudar a construir isso. Pelo menos não como eu queria e com a velocidade que eu esperava.

E foi assim, falando muita besteira com gente aleatória no Twitter que eu consegui minha primeira entrevista fora da terrinha. Foi via MSN. Eu enfiada no cu do sul da Bahia e meu futuro chefe na cidade-inferno-de-calor que eu tanto amo, Recife. No fim da conversa ele perguntou “Então, na próxima segunda-feira você pode estar aqui?”. Era pra ser só um bate-papo, de verdade eu não esperava que fosse rolar de imediato. Isso foi em uma terça e eu precisei apenas de 3 segundos pra responder “Segunda-feira tô aí. Pode contar comigo!”

Pessoas, eu tava completamente desempregada na cidade onde a crise existe desde que acabou o cacau. Não tinha um puto no bolso pra sair dali. E tinha uma casa montada, um namorado, periquitos de estimação, família, tudo ali naquela cidade. Era pra eu ter pensado mais de 3 segundos antes de dar a resposta? Talvez sim. Mas foi esse momento que definiu tudo que aconteceu em minha vida até agora. Eu queria e eu dei um jeito.

Foi nesse momento que eu entendi que se eu não começasse a decidir as coisas sozinha e me colocar em primeiro lugar nessas decisões, eu não realizaria nada do que sonhava. Eu ficaria envolvida naquele ciclo cretino de quem é bom no que faz, mas não consegue ir pra lugar algum por que o ambiente não ajuda, sabe? Aquilo podia até funcionar pra outras pessoas, mas meu futuro não estava ali.

Como o também não estava apenas em Recife (de onde me mudei há 4 anos) e nem está em São Paulo (onde moro agora). A sensação de entender a grandeza do mundo e as coisas que você pode realizar dentro dele é tão maravilhosa, que é impossível se segurar em um lugar só quando você tem esse insight.

No momento eu estou trabalhando para controlar toda a ansiedade que há em mim para fazer a próxima mudança. Essa vai ser a primeira planejada mesmo, desde o primeiro passo. Quer dizer, é que vai ser a primeira vez que eu não vou apenas aproveitar uma oportunidade, eu vou criar a oportunidade do jeito que eu quero. Tudo pode mudar, mas um pouco de direcionamento nunca atrapalhou ninguém.

Isso é um passo um pouco maior, eu sei. Se você ainda não se sentir pronto para uma ruptura tão drástica, comece primeiro a pensar nos resultados das suas escolhas e em como você pode aproveitar melhor as próximas. Não é pra sofrer e se martirizar pelo que não aconteceu, é pra aprender com suas próprias decisões. E crie o hábito de anotar suas ideias (as mais malucas viram os melhores projetos), a traçar objetivos a curto, médio e longo prazo, e a botar pra fazer!  

 

Lembre-se: viver é se permitir ser tudo que você quiser ser.

 

 

Porque ser vivo é ser etéreo. É brincar de ser invencível e de lançar o corpo no turbilhão das vontades não aplacadas. É querer sorver cada centímetro de alma pela boca, tocar o coração com os dedos, acariciar o tempo, beber o sorriso, congelar o momento. É sambar os desejos, batucar paixão com saudade e misturar pecado com coisas sem nexo. É despejar sentimento líquido na corredeira do tempo e cantar a música de quem segue só seus instintos. é pegar a regras estúpidas do mundo e jogar ladeira abaixo. E, se não tiver ladeira, fazer das regras, pipa. Para voar, dançar, planar… daquele jeito livre e desobediente das coisas que se envolvem no vento. num espaço longínquo onde ninguém conseguirá derrubar ideias diferentes, pois cortar voo das coisas livres não será permitido. É proibido deixar de sentir. É proibido parar de exagerar. É proibido se podar. É proibido se impedir de amar. É proibido parar de gozar.

 

Redação

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