Mulheres marcam presença na indústria de esports

As mulheres continuam a ser uma minoria na indústria esports, mas sempre foram uma presença forte em campeonatos de jogos de luta.

Sherry “Sherryjenix” Nhan, uma jogadora profissional de Street Fighter, começou em um torneio de jogo de luta só para mulheres. Em suas palavras, ela “se destruiu” naquela primeira competição e ficou determinada a continuar praticando e desenvolver suas habilidades.

Os torneios somente para mulheres podem oferecer oportunidades para mostrar as jogadoras e inspirar outras mulheres a se juntarem. No entanto, separar as jogadoras de seus pares masculinos implica que as mulheres nunca mais poderiam acompanhar.

Christina Alejandre, vice-presidente da área de Esports para Turner Sports e GM de Eleague, comentou sobre a separação de gênero em torneios e enfatizou que ela vê os videogames como “um campo de jogo uniforme”. O mais recente torneio televisivo da Eleague, um convidado de Street Fighter V  trouxe participantes homens e mulheres com mesmo destaque.

Embora o campo de games competitivos seja igual em teoria, as mulheres concorrentes não são tratadas da mesma forma que os homens. Novidade???

“O que ouvimos das mulheres é que, quando estão online e não estão escondendo seu gênero, muitas vezes enfrentam uma resposta consistente”. T.L. Taylor, professor de Estudos de Mídia Comparativa

As mulheres que trabalham em outras áreas da indústria esports também podem ser subestimadas pelos colegas do sexo masculino.

“Às vezes, é uma luta, às vezes você é a única mulher sentada em uma sala de reuniões e as pessoas assumem que você está lá para tomar café ou tomar notas”. Christina Alejandre, Turner Sports.

Sherry Nhan também conta sobre o persistente assédio que já sofreu, como insultos de gênero e comentários depreciativos sobre sua aparência. No entanto diz que a comunidade de jogos de luta sempre foi receptiva a ela quando se trata de interações pessoais.

 

 

Liliane Ferrari

Jornalista, consultora e professora de Mídias Sociais do UOL, Escola Cuca, Ecommerce School, Quero Ser Social Mídia, Plugcitarios, e eduK. Apontada como uma das 10 mulheres mais influentes da internet brasileira pelo iG. Com passagem por empresas como Petiscos, LiveAd, Editora Trip, Editora Alto Astral, TV Globo, Time4Fun, C&A, O Boticário, Colgate, Santander, Facebook, entre outras.