Meus 25 anos chegaram!

Tenho me sentido mais reflexiva com a chegada de mais um aniversário, a ideia de agora fazer parte das pessoas que conquistaram “1/4 de século” me assustou um pouco e vamos combinar que a expressão é bem pesada, me fez sentir como se estivesse fazendo um século. Meus 25 anos chegaram e despejaram sobre a minha cabeça um saco cheio de pontos de interrogações sobre o que é, na verdade, ser uma mulher de 25 anos.

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Se eu perguntar para minha mãe ou para qualquer mulher com mais de 40, irei ouvir que com esta idade já estava casada, cuidando dos filhos, do marido, administrando a casa e, às vezes, até um negócio. Ou seja, com 25 anos você é uma mulher, mas eu – definitivamente – eu não me sinto assim. Trabalho muito, moro com meus pais, até agora sem planos de casar e filhos… por enquanto, esquece!

Quando eu tinha 15 anos era apaixonada pelo filme “Crossroad” da Britney Spears, e ele terminava com a música “I´m Not a Girl”, quem não lembra… ela falava assim: “Eu não sou uma garota e ainda não sou uma mulher. Tudo que preciso é tempo. Um momento que seja só meu, enquanto estou nessa transição…”. Eu pensava muito como seria a minha transição, e agora – 10 anos depois – eu ainda continuo pensando.

Acredito que encarar uma faculdade, uma pós-graduação e agora o mercado de trabalho me trouxeram muita maturidade, mas a falta de experiência relacionada principalmente ao “gerenciamento familiar” com filhos, marido, casa, cachorro… me transformaram em uma mulher diferente, que está se construindo sozinha. Sabe aquela história que diz que é na necessidade que se aprende. Antigamente, milhões de meninas se casavam e engravidavam novas e sem ter a mínima ideia de como cuidar de uma criança, mas a vida e a necessidade fizeram com que ela aprendesse e se virasse. Não há como negar que essas meninas viram super mulheres.

O comportamento e até as roupas das novas “meninas-mulheres” mudaram, hoje não é mais estranho ver pessoas de 25, 30 anos usando camisetas de personagens de desenho, viciadas em vídeo-game e competindo com as crianças os lançamentos da loja de brinquedos. Eu gosto dos meus laçinhos, dos acessórios fofos, e da minha infinita coleção de bichinhos do Mc Donald´s, e sinceramente não acho que tenha algo errado comigo. Isso não é ser infantil, é preservar lembranças boas e coisas que gostamos, porque não fomos obrigados a envelhecer e achar que não temos mais idade pra isso.

A mulher de 25 hoje, que escolheu se dedicar a ela, ao trabalho, morar sozinha e conhecer o mundo antes de “juntar as escovas de dente” ou até aquelas mulheres que já decidiram que não vão juntar nada, tem menos preocupações na vida, levam menos porrada e essa história de ter que se virar não acontece, ou seja, sua vida é como de uma adolescente. Bem mais simples e tranquila, a diferença é que seu dinheiro não chama mesada e sim, salário. Existe stress e cobrança sim, mas não dá pra comparar a pressão de uma mulher sozinha, com a pressão de uma mulher com uma família completa. Pode parecer, mas eu não sou contra o casamento – EU JURO – mas devo confessar que a idéia me assunta muito, e o fato de ser aquariana agrava um pouco mais o caso.

Quantas vezes fiquei observando mulheres enquanto estava no mercado ou tomando um café e pensava, será que um dia serei uma mulher assim – adulta, bem resolvida, com “cara de importante” – a diferença de idade da mulher que olhava e a minha talvez nem fosse tão grande, mas as experiências sim. Estou cada dia mais convencida que a minha evolução de menina para mulher, virá no meu tempo, com as minhas experiências e escolhas e não com a idade, que insistem em aumentar a cada ano.

Meus 25 anos chegaram e como eu já falei, definitivamente não me sinto uma mulher, mas a vida continua e meus caminhos também. Há milhões de planos, sonhos e expectativas me esperando neste caminho. E eu sei que assim como eu, outras várias “meninas mulheres” trilham seus caminhos, sofrem e vibram com as suas escolhas. Meninas ou mulheres, o importante é fazer acontecer, ser feliz e se amar como é. Todas passamos por vários momentos de transição na vida e precisamos saber aproveitar as experiências que ela proporciona e sempre tentar evoluir. Como dizia a canção da minha diva pop, não vou nem tentar negar que escuto Britney até hoje, “o que eu preciso é de um momento só meu, enquanto estou nesta transição”.

E enquanto ele não chega, vou levando a vida… “e em cada canto vejo um lado bom”. Feliz aniversário, pra mim!