Mulheres (In)Visíveis: banco de imagens dedicado a diversidade das mulheres brasileiras

Se 53% da população brasileira é negra e 58% das mulheres estão acima do peso, por que a publicidade brasileira ainda é protagonizada por mulheres brancas e magras? E onde estão os retratos positivos de lésbicas e trans em um dos países com maiores índices de violência contra a população LGBT no mundo?

Foi a partir dessas perguntas que a 65|10, consultoria especializada em comunicação com mulheres, criou o projeto Mulheres Invisíveis. Neste, que é o primeiro banco de imagens a retratar a diversidade da mulher brasileira, modelos negras e brancas, gordas e magras, lésbicas, trans e não binárias são retratadas em cenários de escritório, ao ar livre e em estúdio, sempre se afastando dos estereótipos ligados a elas.

 

 

Mais do que a venda das imagens, o projeto tem como objetivo iniciar uma conversa sobre a falta de diversidade das mulheres na publicidade e destacar a necessidade de castings que sejam mais fiéis à realidade. Hoje, 65% das mulheres brasileiras não se identificam com a forma que são retratadas na propaganda. Além desta baixa identificação ser um problema de negócios, invisibilizar as mulheres negras, gordas, lésbicas e trans é uma forma de violência, pois as exclui desse retrato social que é a mídia de massa.

“Há dois anos trabalhamos para mudar a maneira que a mulher é representada na publicidade. E há dois anos nos deparamos com a dificuldade em dar visibilidade para mulheres negras, gordas, lésbicas e trans nos castings e escolhas de imagens dos clientes”diz Thais Fabris, uma das idealizadoras do projeto e fundadora do 65|10.

 

“O Mulheres Invisíveis nasceu como resposta prática a isso, para não ter a desculpa de “não encontramos essas imagens nos bancos de imagens”, completa Thais.

 

As 100 fotografias que compõem o banco de imagens foram criadas em parceria com o coletivo Catsu Street, que trabalha para para desmistificar a representação das mulheres negras na fotografia de moda, afastando-as das temáticas estereotipadas.

 

 

As fotos estão disponíveis nos sites da Adobe Fotolia e Adobe Stock e a renda obtida com a sua venda será utilizada para a ampliação do projeto, abrangendo também mulheres idosas e portadoras de necessidades especiais, por exemplo.

 

Redação

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