Revista AzMina traz reportagens investigativas para empoderar mulheres

por Letícia Bahia

 

O jornalismo feminino pode ser tão bom e empoderador quanto a gente quiser. Mas não podemos nos deixar enganar: nenhuma informação na internet é de graça. Há sempre alguém pagando por ela e, na maioria dos casos, são grandes marcas cujos interesses podem não ser os mesmos que os seus. Pensando nisso, a jornalista Nana Queiroz, criadora do protesto #NãoMereçoSerEstuprada e autora do livro Presos Que Menstruam, fundou em setembro de 2015 a Revista AzMina, um projeto de jornalismo independente, digital e gratuito que quer transformar a linguagem jornalística no que diz respeito a discurso de gênero.

A revista, que foi viabilizada por um financiamento coletivo, cresceu e apareceu. Figurou em listas de sites como o BuzzFeed e o Think Olga, e em fevereiro emplacou, em parceria com o Catraca Livre, a campanha #CarnavalSemAssédio. Hoje, mais uma vez elas convocam o público a participar da construção de um jornalismo que empodere mulheres.

O novo crowdfunding da revista deverá financiar 13 grandes reportagens investigativas sobre temas que não costumam ter espaço na grande mídia, como aborto legal, prostituição e maternidade indígena. Todas as matérias serão escritas por mulheres. As doações, que podem ter como contrapartidas camisetas feministas, o livro Presos Que Menstruam e outros prêmios, são feitas pelo site da campanha e podem ser a partir de R$ 10.

Personalidades como o deputado federal Jean Willys, a cartunista Laerte, o comediante Gregório Duvivier e a jornalista Eliane Brum já manifestaram apoio ao projeto. Nana Queiroz explica que o crowdfunding, além de fonte de recurso, é também uma maneira de engajar o público: “as mulheres estão cansadas das revistas femininas que nos estereotipam. Mas, para construir novos modelos, é preciso estar próxima do público. Quando convidamos o leitor a financiar nossas matérias, mesmo que com valores simbólicos, estamos dizendo que é para ele que vamos trabalhar. Nossos colaboradores são os embaixadores da Revista AzMina”.

 
Para conhecer os temas das 13 matérias e fazer sua doação, acesse o site da campanha aqui.

Redação

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