Só por uma noite

As histórias de aventuras são sempre as mais interessantes, não é? Como fazia tempo que não contava uma dessas, lembrei  de uma história ótima.

Eu adoro a noite! Adoro sair, ver gente, encontrar os amigos e de vez em quando tomar uns pileques. Claro que paquerar também faz parte da programação, mas isso nem sempre acontece. As meninas solteiras sabem bem do que eu estou falando. Porém, sair exclusivamente à caça é algo que já não me pertence mais e há muito tempo. Acredito que isso tenha prazo de validade, porque normalmente, quando o seu foco é só esse, você só arruma “tranqueira”, isso sim! Então, o negócio é sair tranquila, desprendida de qualquer objetivo relacionado a sexo ou a relacionamento. Se aparecer, aproveite e desfrute. Senão, curta com os amigos do mesmo jeito.

Numa noite dessas de desprendimento total, percebi que estava sendo olhada. Nada mais, nada menos do que pelo cantor da banda que estava tocando no bar em que estávamos. Olhei para os lados e para trás, para ver se não tinha mais ninguém ligado naquele olhar e claro, para ter certeza de que era comigo esse lance. Afinal, esses músicos paqueram todas e dependendo do “modelito” do gato, todas as meninas ficam babando também. E não é que o negócio era comigo? Nossa fiquei feliz e saltitante e comecei a corresponder aos olhares do Tom – era o nome dele, e que descobri na hora do intervalo.

A minha turma tinha uma mesa, mas parte da nossa roda estava em pé ao lado, inclusive eu.  Assim que a banda fez uma pausa, ele foi direto na minha direção e ali ficou batendo papo, dizendo que eu era uma gata, tinha gostado de me ver cantando – eu canto tudo, pareço um rádio ambulante – que eu parecia ser uma garota legal. Enfim, o cara me deu moral e eu não me fiz de difícil. Conversamos um pouco durante o intervalo e ele me pediu para esperar até o fim do show, que queria conversar mais.

A única coisa chata de se envolver com o músico é que você tem que esperar o show acabar. Mas nesse dia eu estava toda feliz com aquele gato moreno me dando a maior moral. Só lembrei da música do Zeca Pagodinho “deixa a vida me levar” e fui no embalo, sem culpa, sem estresse e principalmente, sem criar expectativas. É, porque chega de ser Junior, certo?

Assim que ele se livrou de toda parafernália, me convidou para dar uma volta de carro. Isso já era umas 3h da manhã, e fui. Fomos conversando até o carro, falando sobre o show e tal, ele começou a perguntar se eu tinha namorado e em seguida já foi dizendo que também estava sozinho. Até que entramos no carro e antes dele ligar ele me beijou. Mas foi um beijo inesperado e ao mesmo tempo gostoso. J&aac

Redação

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