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Trilogia Cinquenta Tons e a Submissão Feminina

Explore o corpo da mulher com atitude ou inevitavelmente será comandado.

Viviane Duarte
por: Viviane Duarte
Jornalista, criadora e Editora do portal Plano Feminino, Sócia/Planner da Alquimia de Ideias, apaixonada por branding, música, massas, vinhos, chocolate e bom humor.

A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão, arte – e me permita Titãs – SEXO.  Em caixa alta, porque a gente tem prazer em fazer, ouvir e falar sobre. Sem tabus e preconceitos. As  mulheres estão se descobrindo casa vez mais e entendendo que dar prazer e sentir prazer é muito melhor do que se imaginava. Sexo Tântrico, Sexo Selvagem, Sexo Com amor, Sexo.  Um tema  presente nas rodas de bate papo das mulheres e que explorado de forma criativa por uma produtora, virou bestseller.

A autora da trilogia “Cinquenta Tons”, E L James  disse em uma entrevista que suas histórias fazem sucesso porque misturam ingredientes que são apreciados pelos leitores, principalmente as mulheres: conto de fadas, preliminares, naturalidade, paixão, narração em primeira pessoa e sexo selvagem. A criadora de Anastasia Steele e Christian Grey, assume que criou um estereótipo de Christian que o faz ser tão perfeito quanto um príncipe encantado – do século XXI – bem sucedido na cama e no mundo dos negócios. Um perfil que atrai as mulheres e as instiga de alguma forma. Quando E L James escreveu a trilogia, queria apenas colocar no papel suas fantasias, que segundo ela, estavam perdidas em sua cabeça. A autora, que usou como pano de fundo o BDSM (sigla para Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) acabou despertando e instigando homens e mulheres a repensarem seus limites entre quatro paredes. Num roteiro sexy, sem breguices textuais e acertando cada toque e passada de mão.

Na história de E L James, a mulher assume o papel de submissão ao homem e nos faz perceber que devido ao sucesso, especialmente com as mulheres, o público feminino quer sim,  independência financeira e liberdade, mas em suas fantasias sexuais ainda há espaço para o macho alfa que possa surpreendê-las de alguma forma, sem preconceitos.

Esta coisa de estar sempre em cima, de dominar o tempo todo, cansa. O legal é saber ceder, e ser submissa em algumas ocasiões dá prazer.  Agora, não me venha pedir submissão se não souber conduzir o ato e dar prazer à sua parceira. Mulheres são exigentes, então, se quiser comandar, faça direito: seja perceptivo e atento ou inevitavelmente, será comandado.

* Cinquenta Tons já está nas livrarias e  Cinquenta Tons de Liberdade tem previsão para estar por aqui em novembro, fechando a trilogia em breve estará nos cinemas. 

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2 Comentários

  1. avatar MaRegina disse:

    Fuja desse livro. Não li a trilogia, mas o que li foi suficiente para não recomendar aos amigos. É mal escrito. Parece aqueles livrinhos, acho que as séries se chamam Sabrina, etc… que são vendidos nas bancas de jornais. Totalmente fantasioso e sem nexo! Os personagens são mal construídos. Não entendo porque virou best seller!

  2. avatar Tatiana disse:

    Cinquenta tons de cinza é um dos livros mais machistas dos últimos tempos, não sei como ainda tem mulher que não vê isso.

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