Carnaval

Ano passado uma enchente destruiu a cidade de São Luiz do Paraitinga (SP). A cidade, com apenas 10 mil habitantes, viu a sua maior fonte de renda, o tradicional carnaval ir por água abaixo, literalmente.

Esse ano os tradicionais bonecos gigantes vão sair arrastando uma multidão de foliões estimada em 75 mil pessoas ao som de suas marchinhas. O carnaval de lá lembra muito o carnaval da minha infância. Crianças fantasiadas iam às matinês do ginásio acompanhados de seus pais… Brincavam, corriam, pulavam, jogavam confetes uns nos outros.

Mesmo quando fiquei mocinha – e isso não faz tanto tempo assim… rs – adorava ir aos bailes ficar balançando os braços de um lado para o outro com o dedo indicador esticado ao som das marchinhas de antigamente e me lembro de várias até hoje.

Gosto de assistir os desfiles das escolas de samba. Acho as alegorias lindas, o empenho dos integrantes, mas não consigo entender o porquê de tanta mulher nua no desfile.  Alguma de vocês consegue achar um motivo plausível para que isso aconteça?

Acho que tudo precisa de um contexto, um propósito. Para que sirva como exemplo, não entendo em um desfile que homenageia Madre Tereza vir trazendo mulheres e homens desnudos em cima de seus carros alegóricos. Agora se o samba sobre o início da humanidade e quer retratar Adão e Eva no paraíso, beleza… Não tem problema algum.

Seria tão mais bonito – e mais familiar – um carnaval sem letras com segundas intenções, sem exibicionismo… Isso só joga a reputação das mulheres no chão e a atitude de algumas delas acaba generalizando a coisa. Não sou contra quem faça, mas que é ruim para todas nós, é.

Como paquerar aquele carinha bonitinho em um baile de carnaval sendo que ele acha que você quer fazer sexo na primeira oportunidade?

Saudade dos carnavais de antigamente em que a fantasia era de Pierrot e Colombina… Das marchinhas de São Luiz do Paraitinga, dos bailes sem malícia.

Viva o verdadeiro espírito do carnaval.