Looping do amor eterno

– Eu te amo.

– Está sendo irônico?

– Existe ironia em dizer que se ama?

– Não sei, nunca disse.

– Ué, resolvi dizer.

– Mas só agora?

– Não dá para aceitar e pronto?

– Não funciona assim.

– Existe processo pra dizer que se ama?

– Não é essa a questão.

– Olha o que virou isso.

– Culpa sua.

– Minha? Apenas disse que te amo!

– Disse só agora!

– Mas eu senti vontade agora!

– Então antes não amava?

– Claro que amava!

– Então por que nunca disse?

– Mas eu disse agora!

– Mas por que só agora?

– Ok. Retiro o que eu disse.

– Então não me ama?

– Eu não te entendo, sério.

– Não entende o quê?

– Eu disse que te amava. Simples.

– Não é o dizer. É a forma, o tempo.

– Então o que eu faço?

– Não sei, você devia saber.

– Tá vendo? Por que é assim?

– Assim como?

– Louca desse jeito.

– Louca??? Olha como fala comigo!!!

– Veja onde chegamos.

– Chegamos, não. Você chegou.

– Isso era uma declaração de amor.

– Ai, desculpa… Eu sou uma burra mesmo.

– Não, meu amor. Esquece.

– Você todo fofo e eu desse jeito.

– Vem aqui, vai.

– Fala de novo?

– Eu te amo.

– Promete que não está sendo irônico?

 

Redação

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