Procura por intercâmbio após os 50 anos cresce cada vez mais

Dizem por aí que os 50 são os novos 30, ou seja, uma época em que as pessoas costumam ter boa saúde, estabilidade financeira e mais liberdade. Uma das consequências dessa mudança de comportamento é que as pessoas a partir dessa faixa-etária têm procurado cada vez mais por intercâmbios. A carioca Raimara Pires, de 62 anos, é um grande exemplo disso. Ela trabalhou por 42 anos em uma companhia aérea e viajava muito por conta da profissão. Depois da aposentadoria, decidiu experimentar outros tipos de viagem.

“Descobri o intercâmbio. É meio lazer, meio estudo, uma viagem cultural. Fui para melhorar meu inglês, tinha nível intermediário e queria me comunicar melhor. E ganhei uma experiência inesquecível. Fiquei de outubro a dezembro de 2015 em Malta – foi a primeira vez que fiquei tanto tempo fora de casa – e me senti uma adolescente. Rejuvenesci 20 anos da minha vida! As pessoas têm me perguntado: ‘Você está mais jovem, mais bonita. Qual o segredo?’ E a receita que eu passo é: faça intercâmbio”.

Depois dos estudos em Malta, Raimara também fez um intercâmbio em Dublin, na Irlanda, e já planeja a próxima aventura.

Aumento da procura

Só no STB – Student Travel Bureau, o aumento nas buscas por intercâmbios após os 50 anos foi de 30% em 2017, na comparação com o ano anterior. De modo geral, o intercâmbio após os 50 é um tipo de programa mais focado no dia a dia dos estudantes. Eles visitam cidades, se integram à cultura local e, no fim das contas, mais que um curso de idioma, a viagem se torna uma experiência de imersão cultural.

“Percebemos que a maioria das pessoas nessa faixa etária está interessada em unir o útil ao agradável, com uma viagem que foge do convencional, somando lazer e estudos”, conta Rui Pimenta, diretor de vendas do STB. “Os programas atendem estudantes com no mínimo 50 anos de idade, mas não há idade máxima, os alunos de 50, 60, 70 ou 80 participarão dos mesmos programas, pois normalmente contam com o mesmo objetivo”.

 

 

Perfil dos viajantes

Durante a viagem, os estudantes buscam aprender ou aprimorar um idioma, na maioria das vezes por lazer, de uma maneira divertida e cultural, com menos tempo em sala de aula e mais tempo praticando o idioma em atividades e excursões pela cidade escolhida. Além disso, é uma excelente oportunidade para conhecer pessoas do mundo todo da mesma faixa etária e com interesses similares.

Programas de Idioma+Hobby também são muito comuns. Nesse caso, os intercambistas aprendem uma nova língua e, em paralelo, fazem cursos relacionados a um interesse pessoal, como fotografia, gastronomia ou moda, por exemplo. Localidades na Europa, como França, Malta, Itália ou Inglaterra, são as mais procuradas.

Entre os cursos mais populares desse segmento estão:

  • Roma 50+, da escola Dilit, em Roma, na Itália, que combina o ensino do italiano com cultura, passeios históricos pela cidade e museus, visitas à vinícolas locais e aulas de culinária.
  • Club 50, da escola EC Malta. Esse curso de inglês para adultos inclui 15 horas de aula por semana, turmas com tamanho reduzido e atividades exclusivas para que os alunos possam explorar a história e cultura da deslumbrante ilha de Malta, na Europa. As atividades incluem passeios por Malta e ilhas próximas, além de visitas a shoppings para compras.
  • Club 50+, da escola Anglo-Continental em Bornemouth, na Inglaterra. O programa combina o ensino de inglês com atividades e excursões guiadas por cidades inglesas próximas com foco em história e cultura, estimulando o aluno a prática do idioma fora da sala de aula.
  • Programa 50+, da escola Galway Cultural Institute, na Irlanda. O programa conta com conversação descontraída e discussão de aspectos cotidianos da cultura e costumes irlandeses.

Qualquer hora é hora. Aproveite o tempo que você tem e se puder viajar para fazer cursos fora do país, faça. Nunca é tarde para aprender e para aproveitar o melhor da vida. Quer fazer intercâmbio? Faça! Faça o que for melhor pra você e seja feliz!

Redação

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