Amor ou obsessão?

Sempre vejo em jornais casos de mortes ou agressões entre namorados. Isso me faz pensar bastante em até que ponto o amor e a vontade de proteger o outro pode ir. E vem a pergunta: amor pode ser taxado como obsessão? Na minha opinião não.

As duas coisas são bem diferentes. Amor é uma espécie de sentimento que implica em uma intensa ligação por algum ser. Em outras palavras, é o não saber viver sem… Presente ou não, que seja apenas em pensamento, porque uma hora tem que partir ou deixar ir. Essa emoção é despertada quando você se sente bem e seguro próximo da pessoa, objeto (ex: “carro”) ou animais (têm animais de estimação que vivem na família por anos, transformando isso em um elo de amor). Não consigo concordar com casais de namorados que com um mês de namoro já falam “eu te amo”. Não, por favor não façam isso! É uma confusão com o sentimento “paixão”…  Não pode ser considerado amor… Mas vamos deixar esse assunto para uma outra conversa.

Obsessão. Pode ser considerado uma doença? Sim, é uma doença. É uma espécie de super, hiper, mega encanto por algo. Tem gente que é obcecado por limpeza, pela segurança dos filhos, por algum objeto, alguma pessoa e entre outros. No caso da obsessão por pessoas, é querer ver a pessoa feliz, mas não aceita ver a pessoa feliz próxima de outra pessoa.

Isso é bem serio, porque esse tipo de situação de superproteção afasta o protegido e pode levar a um “custe o que custar”: você vai ficar comigo por bem ou por mal. Isso já passa para outro nível psicológico. Pode até lembrar um outro sentimento, o ciúmes certo? Porém o ciúmes não é considerado uma doença, apenas uma reação por alguma ameaça real ou imaginária.

Agora vamos colocar frente a frente o amor e a obsessão.

AMOR

OBSESSÃO

É deixar o outro livre

É posse

É colocar-se em primeiro lugar

É anulação

É aceitar o outro

Idealizar o outro

É junto

É sozinho

É trocar

É fuga

 

Redação

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