As definições de beleza foram atualizadas

Em pesquisa encomendada pela Dove, um dado preocupa: 96% das mulheres responderam que não acreditam que a palavra “bonita” as represente. A pesquisa resultou na criação de uma nova campanha global da marca chamada #ChangeBeautiful. O vídeo mostra vários lugares do mundo e dois tipos de porta com placas acima delas, dizendo: “Bonita” e “Comum”.

Muitas mulheres escolheram a porta “Comum” por não se identificarem com a palavra “Bonita”. Uma das brasileiras que participaram da campanha e escolheu “Comum” diz:

“Aquilo era diferente do que eu vivo, diferente do que eu sou.”

Eu não sou bonita, sou?

Mulheres do mundo todo não conseguem enxergar a beleza que existe em si mesmas. Elas não acreditam que podem ser bonitas porque as referências de beleza que o mundo as apresentam são inalcançáveis. Cabelo liso e perfeito todos os dias ao acordar ou cachos incrivelmente torneados balançando na praia.

Se meu corpo não tem as curvas impostas pelas #hashtagsgeraçãoXPTO, eu não me sentirei confiante o bastante para sair de casa, me divertir com as amigas, lutar por uma vaga de emprego melhor e tantas coisas que inúmeras mulheres deixam de fazer todos os dias porque não se sentem bonitas para tal.

Eu preciso ser bonita sempre? Na real, o que é ser bonita?

Sabe, você tem todo o direito do mundo de ficar triste e se sentir comum quando quiser, porque isso faz parte da vida também. O que você não pode acreditar, de jeito nenhum, é que os esteriótipos de beleza criados pelas propagandas são o nosso ideal e que devemos atingir aquele tipo de beleza.

Outra brasileira que participou da campanha disse:  Todos os dias eu passo pela porta “Comum” e ontem foi um dia único e eu optei por passar pela porta “Bonita”.

Nós temos a capacidade de redefinir o que é ser bonita todos os dias. Olhando no espelho e confiando na imagem que está ali. Ser bonita começa por dentro. <3

Confira também os bastidores da campanha:

Naila Nunes

Estudante

Estudante de publicidade, mas o Plano A era seguir carreira de bailarina. É mãe da princesa Sarah que além de fonte de inspiração para seu blog pessoal é parceirinha de tardes culturais pelo Rio de Janeiro. Apaixonada por livros com cheiro de velho, acredita que a arte pode modificar o mundo.