As lições de Mulher Maravilha que você pode aplicar à sua carreira hoje

Durona, perfeita e irremediavelmente só.

 

Houve um tempo em que nós pensávamos que alcançar o sucesso profissional significava estar condenada a esses três adjetivos. Não por acaso, essas três palavras também descreviam o que se esperava de uma super-heroína.

 

Felizmente, quase 80 anos depois da sua criação, Mulher-Maravilha ganhou a versão para o cinema mais empoderadora de todas, sob vários aspectos. Não apenas por ser o maior orçamento comandado por uma diretora, Patty Jenkis, ou pelo recorde de bilheteria em estreias. Sob o ponto de vista do elenco, a produção também é um avanço para a representatividade feminina na indústria cinematográfica.

 

Além da protagonista israelense Gal Gadot ser um modelo de resiliência – ela passou por um treinamento exaustivo para viver Diana Prince e enfrentou preconceito por não ser americana ou europeia –, tem Robin Wright, a Claire de House of Cards, no papel de Antíope. Vale lembrar que a atriz deu um exemplo de assertividade ao tornar pública a exigência por um cachê igual ao do seu companheiro de cena, Kevin Spacey.

 

 

Mas a maior contribuição para o empoderamento feminino está na desconstrução de estereótipos que o filme promove. Apesar de divina, a Diana da telona traz uma dose de rebeldia, sensibilidade e capacidade de trabalhar em grupo que qualquer uma de nós pode desenvolver. Selecionei quatro vezes em que Mulher Maravilha nos ensina a lutar pelos nossos planos sem deixarmos de ser nós mesmas (contém 99% de inspiração e aquele 1% de spoiler).

 

  1. Colecione referências

Quando criança, Diana observava, admirava e imitava as amazonas adultas. Ela só se tornou uma delas porque teve em quem se espelhar. Isso nos lembra da importância de cultivarmos os nossos modelos de liderança feminina. Na hora de uma negociação difícil, são as nossas antecessoras que vão nos servir de mentoras – reais ou imaginárias. Quem são as mulheres que estão onde você gostaria de estar? Por que elas inspiram você? O que você pode fazer para ser mais como elas? Responder essas perguntas vai levar você ao caminho que ninguém mais pode trilhar, senão você mesma.

 

  1. Faça o que tem de ser feito

Diferentemente de outros super-heróis, Diana tem um senso de missão que não a deixa perder tempo com conflitos existenciais ou picuinhas. Esse é um chamado a focar nas ações que nos aproximam das nossas metas e desistir de agradar todo mundo. Que distrações desviam você do seu propósito? Com que pessoas ou tarefas você gasta mais energia do que deveria? Para quem você tem vergonha de contar as suas ambições profissionais? Uma dica: Deixe os haters pra lá; quem não incomoda não transforma.

 

  1. Questione o status quo

A característica mais marcante de uma líder é a indignação construtiva. Isso Diana tem de sobra. Quando criança, ela se rebelou contra a superproteção materna. Quando soube que o mundo corria perigo, não se conformou e partiu para a ação. Quando imersa no mundo dos homens, não se deixou amoldar pelas regras deles. Para qual cenário adverso você pode olhar com olhos de mudança? Qual previsão pessimista você não vai deixar destruir o seu projeto mais importante? Se você quer fazer a diferença, comece questionando o “sempre foi assim” e aprenda a enxergar os problemas que caem na sua mesa como uma plataforma para revelar o seu melhor.

 

  1. Aposte na sororidade

Quantas vezes, tentando dar conta da tripla jornada sem perder a sanidade mental, você ouviu a frase “você não precisa ser a mulher-maravilha”? O melhor do filme foi saber que nem a Mulher Maravilha precisa ser tão mulher-maravilha assim…

 

Embora Diana tenha de encarar certas batalhas sozinha, a primeira cena de luta é coletiva, quando as amazonas se unem para defender a ilha de Temiscira. Elas são diferentes entre si e, por isso mesmo, formam um círculo poderoso. O que você pode aprender trabalhando com uma colega totalmente diferente de você? Com que outras mulheres você pode formar uma aliança produtiva?

 

Quando você batalha por um ambiente de trabalho melhor para todas as mulheres, você se livra do fantasma da heroína solitária. Cada vez que você conquistar um aumento, uma promoção ou um novo cliente, você estará abrindo caminho para que as outras ganhem também. E isso é libertador.

 

 

Priscilla de Sá

Jornalista

Jornalista, Psicóloga, Coach, Palestrante e mãe do Pedro (nunca nessa ordem). Apaixonada por livros, vinhos e queijos, ela tem um Plano: ajudar as mulheres a assumirem a liderança das organizações e, principalmente, das próprias vidas.