Com 22 anos, jovem cria Fashion Truck com produtos não-testados em animais

Com apenas 22 anos, Victoria Romano já está empreendendo em um projeto que reflete suas paixões e ideologias, um bom jeito de viver, não é mesmo?

A Hey Pretty é uma marca de cosméticos não testados em animais que funciona em um “Fashion Truck”.

A proposta dela é vender maquiagens coloridas e divertidas, com boa qualidade e preço justo para meninas de 15 a 25 anos. Ela enxerga na maquiagem algo feito para divertir e dar mais confiança e empoderamento para as meninas, fugindo da ideia das marcas mais sérias e sóbrias e esquecer a ideia de “perfeição” ou “correção”.

A escolha de uma loja sobre rodas é para poderem estar presentes também nas melhores festas, baladas e eventos, ficando mais próxima das clientes.

O Fashion Truck Hey Pretty foi idealizado com muito carinho e pensado em cada detalhe para que toda vez que as clientes escolham suas maquiagens, possam ficar confortáveis e provar os produtos em um ambiente lindamente decorado e cheio de mimos. Além disso, os gases emitidos pelo caminhão são neutralizados com plantação de árvores.

 

 

Plano Feminino: Como nasceu seu Plano?

Victoria Romano: A Hey Pretty nasceu da vontade de encontrar nas prateleiras do mercado nacional cosméticos destinados ao público jovem e que tivessem qualidade, estilo, não fossem testados em animais e que fossem atraentes e divertidos : afinal, maquiagem é pra ser algo divertido e lúdico. Ao notar essa lacuna no setor, desenvolvemos a linha cheia de cores vibrantes e produtos com apelo fashion. Queríamos tentar uma abordagem de venda que nos deixasse mais perto de nossos consumidores e por isso outra inovação, a ideia de um Fashion Truck, nossa loja itinerante.

PF: Quanto tempo levou para tornar realidade sua empresa?

VR: Começamos a nos interessar e pesquisar o setor de beleza há cerca de 2 anos atras, e depois de um ano a ideia foi saindo do papel.

 

 

PF: Quais habilidades e ferramentas você precisou aprender para conseguir produzir seu projeto?

VR: Em primeiro lugar, eu e meu sócio tivemos que estudar muito sobre a parte técnica, tivemos ajuda de químicos e especialistas ao longo do processo, mas brinco que tive que aprender desde modelos de caminhão, geradores e motor até química, fórmulas e leis da Anvisa. Além disso, estudamos para montar e concretizar o plano diretor, botar as contas no papel, lidar com fornecedores e principalmente organizar meu tempo.

PF: Quem são as suas inspirações para a vida pessoal e profissional?

VR: Sou fã da Sophia Amoruso, a criadora da marca Nasty Girl, que hoje vale mais de 130 milhões de dólares.

 

 

PF: Quais os próximos passos?

VR: Por sermos uma marca nova, a principal preocupação agora é fazer com que nossos consumidores conheçam a Hey Pretty e nossos produtos. Para o segundo semestre nos dedicaremos ao e-commerce que está sendo lançado e em adaptar a linha e o truck para que possamos ter franqueados.

PF: Qual foi seu maior desafio em empreender?

VR: A maior dificuldade foi administrar todos os fornecedores e criar os produtos e refazê-los quantas vezes fossem necessárias para que chegássemos a qualidade e visual que buscavamos.

PF: De que forma gostaria que sua marca ajudasse outras mulheres?

VR: O empoderamento das mulheres é algo que considero muito importante e quero contribuir (tanto em minha vida pessoal quanto na marca). As mulheres precisam conquistar mais espaços na sociedade. Acredito que a maquiagem é uma ferramenta extremamente importante para isso por permitir que elas se expressem, usem cores, glitter, se divirtam, brinquem, quebrem regras, criem seu estilo e ousem. Isso está no DNA da marca, nós fugimos daquela ideia de que maquiagem é algo para esconder imperfeições, nós queremos é realçar a personalidade das clientes para que elas nunca se sintam “apagadas” e não tenham medo de cores fortes, além do mais maquiagem é uma boa ferramenta para ajudar uma mulher a sentir-se poderosa e melhorar sua autoestima.

PF: Por ser mulher, sentiu algum obstáculo especialmente?

VR: Por ser mulher e ser por ser jovem, muitas vezes tive dificuldade para fazer com que os outros me levassem a sério e confiassem na minha capacidade. (fossem fornecedores, clientes ou outras empresas).

PF: Se pudesse deixar qualqer conselho para as leitoras do Plano Feminino, qual seria?

VR: Organize suas prioridades, faça uma lista com as atividades que são mais importantes e o que deve ser feito no dia e aprenda a delegar, mas o mais importante: Não desanime e não tenha medo de pedir ajuda a pessoas mais experientes se tiver alguma dúvida.

Redação

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