Como essa brasileira venceu barreiras sociais e econômicas e foi aceita em 9 universidades norte-americanas

Você escutou sobre a jovem baiana de 19 anos, Georgia Gabriela da Silva Sampaio, pela primeira vez em 2014, quando em um momento inédito para o país, ela e outra estudante brasileira foram selecionadas para o programa que incentiva projetos inovadores de empreendedorismo social promovido pela Harvard.

Em Harvard, Georgia Gabriela posou ao lado de Raíssa Muller, que também teve pesquisa selecionada em concurso (Foto: Arquivo Pessoal)Em Harvard, Georgia Gabriela posou ao lado de Raíssa Muller, que também teve pesquisa selecionada em concurso (Foto: Arquivo Pessoal)

Dessa vez Georgia foi aceita em nada menos do que 9 universidades norte-americanas e está na lista de espera de outras duas.

Natural de Feira de Santana, ela pretende estudar engenharia biomédica, só precisa decidir se em Stanford University, Minerva, Duke University, Northeastern University, Middlebury College, Yale University, Columbia University, Dartmouth College ou Barnard College.

Lendo assim pode até parece que foi fácil, mas a verdade é que ela é um verdadeiro exemplo de alguém que tinha um Plano!

“Já ouvi muitos ‘nãos’ na vida, mas eles nunca me desanimaram. O segredo é acreditar que você consegue fazer coisas além do seu limite e escolher sua própria história de vida”, declarou ao site R7 BA.

Para conquistar todas essas vitórias ela não só estudou muito, ela foi atrás de abrir portas, como ajuda para pagar transporte, livros, espaços para pesquisar e desenvolver suas ideias, entre outras questões que, teoricamente, alguém de uma classe média baixa não teria acesso, mas ela se negou a aceitar essa imposição.

 “A mensagem mais importante disso tudo é que não se pode desistir das coisas que pareçam estar além do alcance. É tentar alcançar o impossível, que só se mantém impossível quando não se tenta. Comecei a aprender inglês sozinha, com 12 anos, porque eu gostava de músicas em inglês. A pesquisa, por exemplo, me ajudou na candidatura. É possível fazer além do que é posto. Se permitir tentar, arriscar, ir além, não é fácil, requer muito trabalho, muito esforço, mas vale muito a pena”, disse em entrevista ao portal G1.

Para finalizar, ainda em entrevista ao R7 BA, ela destacou as duas coisas mais importantes para alcançar seu Plano de carreira: primeiro, a busca pelo conhecimento e crescimento acadêmico e segundo, conciliar o conhecimento adquirido com o social.

“Até aqui sempre ocorreu o oposto. Para que eu estudasse em escolas particulares me deram bolsas, pessoas contribuíram com livros e de tantas outras formas para que eu crescesse. Quero retribuir isso, mas de uma maneira que não seja necessária minha presença física. Produzindo algo, como este teste rápido para detectar a endometriose, estarei ajudando pessoas pelo mundo inteiro e, se eu morrer, aquilo não vai se acabar junto comigo”, explicou esse jovem orgulho nacional.

E você? Também tem um Plano inspirador pra dividir aqui com a gente?

Ana Victorazzi

Jornalista

Apaixonada por café, cor laranja e animais. Formada em jornalismo e mãe de dois gatos, acredita na bondade das pessoas.