Dia da gestante com a história real de uma super Mãe

Para comemorar o Dia da Gestante, comemorado dia 15 de agosto, entrevistamos Lully Toledo, nossa personal trainer de nosso projeto Plano de Verão, que acabou de ganhar seu príncipe Teo e que apesar de ter passado por alguns problemas na gestação, encarou tudo com muita força e sobretudo amor, para hoje poder dividir com a gente suas experiências e nos inspirar sobre a beleza da maternidade. 

Como ficou sabendo de sua gravidez? Conte como se sentiu e como contou para o seu marido sobre a notícia.

R: Suspeitei antes mesmo do atraso menstrual. Senti um sono fora do comum, uma vontade de fazer xixi a toda hora e um sinalzinho de sangue. Foi o suficiente para comunicar a minha médica e solicitar um Beta HCG. Já tinha uma certeza muito grande de que estava grávida (não sei explicar, acho que a mulher sente), até porque estávamos tentando engravidar, só precisava confirmar. Lembro como se fosse ontem, acessei o resultado pela internet na casa da minha mãe antes de ir trabalhar. Pulamos de alegria e corri ligar para o meu marido para contar a novidade.

Vocês planejaram a vinda do bebê?

R: Sim. Já havíamos combinado um ano antes praticamente. Comecei uma pós-graduação (de 18 meses) em abril de 2010 e disse a ele que assim que terminasse eu queria engravidar. Logo no primeiro mês conseguimos.

Como foi sua gestação? Quais foram as experiências mais marcantes?

R: Sou portadora de uma má formação uterina, chama-se “útero didelfo”. Tenho dois úteros e dois colos, um é mais desenvolvido do que o outro e tive a sorte de engravidar no útero maior. É considerada uma gestação de risco e já sabia que teria algumas restrições. Logo nos primeiros meses tive um pequeno sangramento e fiquei 45 dias de repouso. No finzinho do segundo trimestre, meu colo reduziu pela metade e foi necessário um procedimento chamado “cerclagem” (tive que dar dois pontos no colo do útero) e manter repouso absoluto até o parto. Assim que soube que estava grávida tive que suspender todas as atividades físicas, inclusive caminhadas. Durante o repouso absoluto, o gasto calórico que já era mínimo passou pra quase nada (risos).

Meu dia a dia é bem agitado, em função da minha profissão e foi muito difícil ficar parada, porém o sonho de ser mãe e a vontade de levar a gestação até o fim era o que importava pra mim. Nos poucos meses que pude dar aula, não podia pegar peso, agachar, enfim … foi complicado e tive que contar com a colaboração e compreensão de meus alunos, o que foi tranquilo, pois além de alunos são todos grandes amigos. Uma das experiências mais marcantes, sem sombra de dúvidas, foi o período em que fiquei de repouso absoluto. Só podia ficar deitada, levantar apenas para banho e ir ao banheiro. Não posso deixar de registrar que nesse período pude contar com minha melhor amiga e companheira … minha mãe! Serei eternamente grata por tudo que ela fez por mim. Veio todos os dias em casa pra cuidar de mim, das minhas refeições, do meu entretenimento (trazendo sempre revistas, filmes, etc) e, principalmente, cuidar do meu estado mental e emocional. O que tinha tudo pra ser um momento de aflição e ansiedade, tornou-se uma oportunidade de maior aproximação mãe e filha (sem contar que já somos super ligadas) e foi a melhor fase da minha gestação … muitas conversas, muitas risadas, fotos, confidências … eternamente grata! Agora a gestação em si, o que posso dizer … a barrigona é uma curtição sem fim …  sentir o seu filho mexer dentro de você, falar com ele e perceber que ele responde, que está conectado … saber que seu filhinho está ali dentro crescendo e se desenvolvendo, fruto do seu amor, é uma sensação inexplicável. O bom é que aproveitamos esse período para total dedicação à ele … conversamos muito, ouvimos muita música e acredito que isso contribuiu e muito para o bebê – tranquilo que ele é.

Controlou a alimentação? Dê algumas dicas para as mamães.

R: Bem, como comentei acima, infelizmente não pude realizar nenhum tipo de exercício físico, porém não deixei de me consultar com uma nutricionista (especializada em gestantes). Na verdade a preocupação maior nem foi manter a forma física, mas sim saber exatamente qual seria a melhor forma de alimentá-lo e contribuir para uma boa formação e um bom desenvolvimento fetal. Até porque as dicas básicas das nutricionistas já fazem parte do meu dia a dia … ingerir muito líquido, refeições de 3 em 3 horas, enfim … mas pude contar com dicas importantes e fundamentais como, por exemplo, aumentar a ingestão de cálcio, já que grande parte do que se ingere vai para o bebê e saber quais alimentos são importantes para a produção do leite materno.

Outra coisa, batendo aquela vontade de comer uma besteirinha, não se prive. A gestação é pra ser uma coisa gostosa, uma curtição.

As minhas dicas são as seguintes:

– Em relação à alimentação, não deixe de se consultar com uma especialista da área, faz toda a diferença. Até porque cada caso é um caso e devemos respeitar as diferenças biológicas e metabólicas de cada mamãe.

– Em relação à parte física, é de extrema importância a gestante exercitar-se (benefícios para a mãe e para o bebê).  Procure um(a) personal gestante que é o melhor profissional para realizar o acompanhamento. Não queira se aventurar com algum tipo de exercício físico que nunca fez parte de sua rotina. Por exemplo, se nunca fez musculação, agora não é a hora. Faça o que já é de costume, caso não faça nada, procure fazer pelo menos caminhadas e atividades liberadas pelo seu médico e recomendadas pelo seu educador físico. Lembrando que são totalmente saudáveis e recomendados exercícios físicos antes, durante e após a gestação, mas o importante é, antes de mais nada, obter a liberação do seu médico (cada caso é um caso). Sendo uma gestação saudável, não há nada que impeça. O importante é o auxílio de um profissional de educação física, pois ocorrem muitas mudanças no corpo da mamãe e todo cuidado é pouco para evitar lesões musculares e complicações para o bebê. 

O que você levou na mala para o hospital para receber seu bebezinho?

R: Levei o kit solicitado pela maternidade: 6 macacões recém-nascido, 6 conjuntos de pagão com calça e 6 bodys. Levei também o enfeite porta maternidade e as lembranças para as visitas. Não lembrei de levar guloseimas para deixar no quarto para as visitas porque a bolsa estourou às 01h30 da manhã (risos). A sorte foi que as avós e a madrinha dele levaram.

Quando você viu o bebê pela primeira vez, qual foi a sensação? Como foi?

R: Com certeza jamais esquecerei, às vezes passa na cabeça como um filme, foi maravilhosa a hora do parto, meu marido narrando o nascimento, as características do bebê e a primeira vez que o vi foi embrulhadinho no colo do pai com uma touca na cabeça. É uma sensação de felicidade, satisfação, amor, sonho concretizado … uma mistura de sentimentos maravilhosos que só sendo mãe pra saber e entender. Achei a cara do pai. A pediatra disse pra deixar um pouquinho comigo, não pude pegá-lo, mas senti um pouquinho do seu calor e dei um beijinho na bochecha. Foi tudo muito rápido, porém intenso … olhei pra ele e pensei … “É meu, eu que fiz! Um pedaçinho de mim!” Durante 35 semanas nós dois fomos um e agora formamos a nossa família: eu, Charles e Teodoro.

E quando chegou em casa com o bebê, qual a sensação? 

R: Um dia de muita festa, já que não recebemos alta no mesmo dia. Chegamos a casa eu, ele, meu marido e minha mãe. Falei pra ele que era sua casinha e apresentei cada cantinho. Tiramos mil fotos, como de costume desde que nasceu, e beijamos, apertamos e abraçamos muuuuuuito nosso pacotinho.

Qual o papel do papai na rotina nova da casa?

R: Pelo fato de ser um bebê pré-termo, além de mamar no peito, tinha que tomar um complemento (meu próprio leite dado com uma seringa através de uma sonda) e mais o leite da fórmula. As mamadas eram longas e o papai levantou todas às vezes para me ajudar com a sonda, já que precisávamos de quatro mãos. Ele fervia a água e esterilizava os equipamentos. Sem dúvida uma grande emoção chegar à conclusão de que, assim como eu nasci pra ser mãe, ele nasceu pra ser pai. Até hoje continua ajudando, adora trocar fralda, damos banho juntos todos os dias e ele acha lindo o fato da mulher poder amamentar o filho, comentou que adoraria que o pai pudesse também. Simplesmente apaixonado pelo filho, um super pai e super marido.

Como você se sente após a maternidade?

R: É o início de uma nova fase. Sinto como se eu tivesse vivido até agora apenas aguardando a chegada desse dia e agora sim começou minha vida pra valer. Um amor sem igual, a cabeça da mulher já muda desde a gestação e com o nascimento é sem dúvida um novo ciclo da vida.

Ser Mãe para você significa?

R: A realização do meu maior sonho. Sei que nem todas mulheres veem a maternidade da mesma forma, assim como não são todas que desejam ser mães, mas pra mim, ser mãe é o verdadeiro e único sentido da vida de uma mulher.

Viviane Duarte

Fundadora

Jornalista e Fundadora do Plano Feminino. Sua paixão está em criar estratégias que inspirem e gerem conexões com propósito por meio de conteúdos e projetos especiais que promovam a igualdade de gênero e o empoderamento feminino na publicidade e sobretudo, na sociedade.