Entrevista com Luis Grottera

Nesta entrevista, o profissional Luis Grottera dá uma aula sobre o comportamento das marcas em relação às mulheres e fala da importância destas se relacionarem, seduzirem e criarem oportunidades de experiências junto aos seus públicos para torná-los seus admiradores. Vale conferir.

Como você vê a relação entre as mulheres e as marcas?

A relação de compra e venda entre um produto e um consumidor se faz à base de um processo de sedução. Depois de criado o produto, estabelecido seu preço, definidos os canais de distribuição, chega-se ao momento decisivo: fazer a consumidora sair da sua zona de conforto e testar uma nova marca. Esse convite tem uma enorme similaridade com o que acontece na vida real: se desenvolve naturalmente uma série de estratégias para se conquistar a outra pessoa. Não é diferente em relação às marcas.

A marca é algo que está acima e além do produto,  é um conjunto de signos e representações, que são criados pelas próprias empresas, a partir dos seus DNAs e características próprias, com um único objetivo: seduzir o seu público consumidor. Ao criar-se uma marca, o que se objetiva é criar uma diferenciação entre produtos que são similares. Diga-se de passagem, fato comum nas economias de massa do mundo moderno. Produtos já são (e serão cada vez mais) parecidos uns com os outros. Diante desse cenário de igualdades, o que muda de fato é a marca. Há pouquíssimas diferenças entre o secador de cabelo A e o B. Mas aposto que você quando não está com seu secador predileto “tem absoluta certeza que seu cabelo não ficou o mesmo”. Outro exemplo matemático: todo mundo acha que sabe reconhecer o gosto da Coca-Cola quando comparada com a Pepsi. A despeito de todas as pesquisas de teste-cego de sabor provar que entre 45 e 55% erram essa resposta.

O que uma marca precisa ter para atrair as mulheres? Como uma marca pode realmente ser relevante e marcar presença na mente e no coração de uma consumidora?

A base de todo processo é ter um produto ou serviço que atenda a uma determinada necessidade. Essa necessidade pode ser já consciente ou uma necessidade latente ou potencial. Mas isso não é suficiente para atrair uma mulher. Esse é apenas o ponto de partida. Como ser a marca escolhida entre 30 diferentes opções de detergente no supermercado? Ou entre 10 marcas de esmaltes?

O que vai fazer diferença real e definitiva é a identificação que vai ser criada entre a consumidora e a marca para que ela seja sua preferida. Essa identidade vai ser transmitida através de toda comunicação que essa marca faz. Note que não estou falando só da publicidade. Essa é apenas uma parte da comunicação que a marca faz pra criar sua identidade. Comece pelo nome, lembre das cores utilizadas, o design da embalagem, como o produto é exposto, a política de preço adotada, o canal distribuído e por aí vai. Tudo é comunicação da marca. E a exemplo de uma conquista na vida real, onde não basta que o homem desejado seja só bonito, só

Viviane Duarte

Fundadora

Jornalista e Fundadora do Plano Feminino. Sua paixão está em criar estratégias que inspirem e gerem conexões com propósito por meio de conteúdos e projetos especiais que promovam a igualdade de gênero e o empoderamento feminino na publicidade e sobretudo, na sociedade.