Girls Rock Camp: o acampamento para meninas com muita música, empoderamento, feminismo e atitude

Agora em Sorocaba é possível passar as férias de verão no Girls Rock Camp, um acampamento só para meninas com muito rock, empoderamento, feminismo e atitude.

Apesar de o foco principal ser a música, o espaço celebra a amizade, o trabalho em grupo, a solidariedade e a autoestima.

“Nosso foco é o empoderamento feminino. O objetivo não é formar bandas nem revelar talentos, mas mostrar que as meninas podem fazer o que elas quiserem, inclusive ter uma banda de rock. Mostrar que elas são iguais aos meninos e não precisam depender deles para nada”, explica Flavia Biggs, socióloga, guitarrista com mais de uma década de estrada na cena do rock independente e diretora do evento em entrevista ao G1.

A inspiração veio do Girls Rock Camp norte-americano, criado em 2001 e que ela frequentou em três ocasiões. Flavia também explica que a escolha em receber apenas meninas é que elas, “em geral, têm uma formação individualista, de competir umas com as outras, além de passiva, ou seja, de esperar que outra pessoa tome a atitude. Se eles estivessem aqui, provavelmente tomariam a frente para organizar e liderar tudo. Por isso, para que a gente possa treinar essa atitude independente, é que o evento é feito só de meninas.”

Patricia Saltara, outra das organizadoras, também ela guitarrista e membro de banda, conta que lá elas as incentivam a tocar guitarra, bateria e baixo. “A gente não é incentivada a tentar instrumentos como guitarra, baixo e bateria, acaba muitas vezes relegada a cantar ou tocar teclado, que seria uma coisa mais feminina. Aqui, a gente mostra que esse tipo de escolha não tem nada a ver com o sexo”.

Além de música, ao final do programa as bandas formadas precisam compor sua própria música, além de receberem aulas de defesa pessoasl e oficinas de skate e silk screen, para fazer as camisetas personalizadas. “Com isso, elas aprendem a ter responsabilidade, a respeitar a opinião da maioria, a ter uma verdadeira concepção do que é trabalhar em grupo”, diz Flavia.

Lá tudo é bastante colaborativo, com doações, voluntariado e ajuda de todas interessadas em manter o projeto ativo e operantes. “É um ambiente que toca muito quem acredita na música como catalisador de transformação social”, discursa Patrícia Saltara.

“Faz parte de nosso papel interagir com a comunidade e colaborar com a valorização do mundo feminino”, discursa a diretora, Maria Helena Vieira de Camargo.

E aí, quer um destes para adultos também?

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Redação

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