No Dia Mundial do Autismo, brasileira lança app para ajudar crianças na linguagem e aprendizagem

Hoje, dia 02 de abril, é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo e, como um pequeno avanço na luta contra os desafios de linguagem e alfabetização das crianças portadoras do transtorno do espectro autista (TEA), surgiu uma nova esperança: um app pra celular e tablet, que está disponível pra Android e iOS que, em forma de jogo, ajuda de maneira lúdica nos processos de aprendizagem.

Chamado de Brainy Mouse (Rato Inteligente ou Rato Atrevido), o app foi criado pela brasileira Ana Sarrizo, que é fundadora do Brainy Mouse Foundation. O objetivo da Fundação é ajudar instituições do mundo inteiro, familiares e educadores, que já trabalham com crianças e adultos com TEA, produzindo games e ferramentas que vão auxiliá-los no seu progresso dia a dia.

Pra chegar ao resultado final do aplicativo foram 4 anos de intensos estudos. Os testes já estão sendo feitos em grupos de crianças em Belo Horizonte e São e os resultados têm sido muito positivos. No mês passado lançaram uma versão em inglês e agora está sendo lançada a versão em português do aplicativo.

 

 

Como um dos maiores desafios é justamente a linguagem, o jogo vai trabalhar desenvolvendo este processo. Como os autistas pensam e enxergam as pessoas e o mundo a sua volta de uma maneira única, é aí que alguns familiares e inclusive profissionais têm dificuldade de saber como atuar.

“Imagine as dificuldades que já enfrenta um adulto autista, em um mundo que não está preparado para lidar com suas diferenças. Agora, imagine um adulto autista e que ainda por cima não sabe ler e escrever”, explica a criadora do aplicativo Ana Sarrizo.

Hoje há uma estimativa de que 3 milhões de brasileiros sejam autistas. Este é um dado retirado de um estudo divulgado pelo Center of Control and Prevetion, órgão que é ligado ao governo dos Estados Unidos. Neste estudo aponta a incidência de autismo em 1 a cada 68 crianças. Além de todos os desafios que a doença possui, o maior deles ainda é o preconceito.

O Jogo

Ele trabalha com a leitura da esquerda para direita, sílabas pra formação de palavras, interação por meio das cores, sons e outros aspectos cognitivos que ajudam o usuário a trabalhar o desenvolvimento de forma lúdica. Como o jogo é bastante interativo, a criança pode customizar seu ratinho, deixando ele do jeitinho que mais agradar e também tem um desafio pra que ela consiga o “cheesecoin”, que é uma espécie de moeda virtual.

Uma das principais apostas do jogo é um dispositivo chamado “Rato Amigo”, que visa  trabalhar, de forma inconsciente, a atitude de pedir ajuda ao próximo, estimulando assim que essa criança repita este tipo de ação no seu dia a dia.

 

Redação

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