Número de mulheres candidatas às eleições americanas é um recorde

Vai ter mais mulheres na política? Sim, claro que vai! O número de mulheres candidatas nas eleições deste ano nos Estados Unidos é o maior da história. Em 6 de novembro, nas  eleições de meio-termo, os norte-americanos irão escolher 36 governadores e parlamentares.

Desta vez, as mulheres em campanha nas eleições para o Congresso e estados é um recorde: a expectativa são de 77 candidatas ao governo, isso é mais que o dobro do recorde anterior, de 1994, quando 34 mulheres entraram nas disputas estaduais. Os números são do Center for American Women Politics, CAWP.

As candidaturas ainda estão na fase inicial, mas as pré-candidatas estão com todo o fôlego, em plena campanha. Os democratas e republicanos realizam até julho as votações dentro dos partidos em que se definem as candidaturas que serão aprovadas para seguirem as eleições, de fato.

Hoje, as mulheres representam 20% do Congresso norte-americano, com 23 senadoras e 84 representantes. Neste ano, segundo o CAWP, 172 mulheres entrarão na disputa para a Câmara de representantes e 57 para o Senado e a expectativa é que, com o aumento de mulheres se candidatando, mais mulheres cheguem ao congresso.

 

Efeito Trump

 

 

A maioria das candidatas fazem parte do lado democrata. A imprensa norte-americana afirma que com a vitória de Donald Trump mais mulheres se motivaram a participar das eleições deste ano. Há especulações de que isso tenha acontecido por conta do sentimento de frustração após a derrota de Hillary Clinton, em 2016.

Durante a campanha, Trump atacou Hillary em várias ocasiões e fez insinuações sobre sua saúde ou capacidade de governar, um claro sinal de machismo. Além disso, ele tem sido alvo de várias denúncias de assédio sexual, muitas delas já concretizadas em ações judiciais contra o presidente. A diretora do Centro de Mulheres Americanas na Política, Debbie Walsh, acredita que o sentimento anti-Trump “despertou” mulheres com um tipo diferente de currículo para a política. Ainda assim, temos que considerar que ele foi eleito. Ou seja, uma maioria ainda concorda com suas opiniões e ideais e isso mexeu com as mulheres, que decidiram tentar mudar o rumo dessa história na política americana.

Além disso, as eleições deste ano tem a maior diversidade de perfil das candidatas. São mais mulheres como candidatas e também mais representantes negras e imigrantes.

Em novembro do ano passado, uma candidata transexual venceu pela primeira vez as eleições legislativas. Danica Roem foi eleita representante da Assembleia Legislativa no Estado da Virginia. Uma vitória enorme em meio a tanto preconceito que rodeia os americanos

Torcemos que este seja o início de grandes mudanças não só na política americana, mas do mundo todo. Queremos que mais mulheres estejam presentes nos congressos pra nos representar, lutar por nossos direitos, tentar acabar com tanta violência contra as mulheres e nos ajudar a acabar com o machismo.

Redação

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