Pela primeira vez na história, ONU poderá ser dirigida por uma mulher

Nó próximo 31 de dezembro, termina o mandato de cinco anos do secretário-geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban Ki-moon, que decidiu não tentar sua terceira candidatura para a vaga.

Com isso, as novas campanhas para ocupar o cargo começaram e entre elas 4 mulheres, sendo que este é um posto até então ocupado apenas por homens desde que surgiu há 70 anos.

As condidatas são: a búlgara Irina Bokova, que dirige atualmente a Unesco; as ex-ministras das Relações Exteriores Vesna Pusic, da Croácia, e Natalia Gherman, da Moldávia; além da ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark, que há sete anos dirige o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), uma das principais agências da ONU.

“Apresento-me com base em minha comprovada experiência de liderança durante quase três décadas, tanto em meu país quanto nas Nações Unidas”, disse Clark em anúncio oficial.

Há alguns meses, está rolando um movimento dentro da ONU em defesa da ideia de ter uma mulher dirijindo a organização pela primeira vez. Até o atual secretário-geral já se declarou disposto a apoiar uma candidatura feminina para o cargo.

Para ser eleito, o novo secretário-geral deve obter o apoio de pelo menos dois terços dos 193 países membros da entidade, sendo que para manter a imparcialidade na direção da organização, a liderança nunca foi entregue a ninguém pertencente aos cinco países membros permantenes, que são: Rússia, China, Reino Unido, Estados Unidos e França.

Além disso, quem assumir o mandato em 2017 o faz em momento de grande tensão internacional, com a pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra, além dos intensos conflitos no Oriente Médio e na África.

 Irina Bokova

 

Vesna Pusic

 

Natalia Gherman

 

 

Helen Clark

Redação

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