Vamos falar de masculinidades? 5 vídeos para pensar sobre isso.

O assunto masculinidades está em “alta”. No caso, aparece uma variante do termo, associado a palavra “tóxico” logo em seguida. Diante do avanço das pautas feministas e até mesmo a popularização desse assunto, a cobrança para que homens debatam suas questões de gênero, avançando no combate à violência contra mulheres, crianças e até entre si, que geram mortes! 

Não sabe o que é masculinidade tóxica, então:

 

https://www.youtube.com/watch?v=MfZo45USXz4&fbclid=IwAR3H7_CIGVAH9rtV0FfbkeoSTE7v56UR3bkELBFnv3VMN0cYTu_8-i2-EDs

 

Segundo o sociólogo e curador de conhecimento Tulio Custódio, precisamos também nos aprofundar para ir além da crítica que fica no viés performático:

 

“O viés performático só trata das questões estéticas (de agir, mostrar, performar) que são importantes, mas não vão no cerne da desigualdade que embasa a questão de gênero: a lógica de poder. Essa lógica pode ser acessada pelo viés ético, no qual discutimos como imagens de poder são constituídas (superioridade, hierarquização do masculino sobre feminino). É pelo viés ético que podemos tentar transformar as relações de gênero que impõe padrões de violência e opressão, exercidos na dimensão performática.”

 

É urgente que a gente questione o que significa “ser homem” dentro desse modelo tóxico, quem criou esses modelos e para onde eles estão nos levando. Estamos vivendo um verdadeiro colapso, somos o quinto país do mundo em Feminicídios, só em São Paulo no primeiro trimestre os casos aumentaram 76% se comparados ao ano passado. Para ampliar essa discussão selecionei mais documentários, vídeos, entrevistas que podem ampliar sua visão nesse sentido:

 

Para começar a entender a importância dessa discussão do que é abusivo e tóxico:

 

https://www.youtube.com/watch?v=uiFjHFeqsM0

 

Num vídeo curto somos apresentados a modelos de masculinidade tóxicos, violentos e abusivos, e por meio de falas pessoais de personalidades e de especialistas vamos sendo introduzidos na importância das discussões acerca desse tema. 

 

Para se aprofundar na quebra de masculinidade tóxica:

 

https://www.ted.com/talks/eldra_jackson_how_to_break_the_cycle_of_toxic_masculinity?language=pt-br

 

Nesse TED o educador Eldra Jackson III fala de sua vivência refletindo sobre machismo, e a partir disso a aplicação de ações para que outros homens reflitam sobre tais atitudes. Para isso ele reforça que é necessário ações coletivas em busca de uma saída.

 

Para quem quer a busca para como educar meninos de forma não machista:

 

https://www.youtube.com/watch?v=I1OI9B0VSlA

 

“The Mask You Live In” é um dos mais famosos documentários no debate sobre masculinidades, ele apresenta fatos, especialistas, depoimentos, realidades, e vai nos desenhando qual é o problema em viver numa sociedade que não reflete ainda sobre isso, estamos vivendo um ciclo de violências sem fim.

 

4 – Para quem percebe que precisamos pensar questões de gênero e raça:

 

https://www.youtube.com/watch?v=zK8-Ctji7Vc

 

Para pensar todas essas questões, mas num ponto de vista que envolve questões raciais o Caio César foi entrevistado por Gabi Oliveira para trazer um outro ponto de vista sobre essa discussão e a forma como se tratando de negros a representação masculina é ainda mais cheia de estereótipos violentos.

 

Depois de todos esses vídeos faça sua parte! A masculinidade não é por si só tóxica (por isso se fala do termo no plural); no entanto é a tóxica, com seu padrão hegemônico de poder, que ganha espaço na nossa sociedade misógina e por isso e dela que precisamos falar e destruir! Se você é homem, se aprofunde cada vez mais no assunto e tenta das formas possíveis rever seu comportamento e dos que estão próximos.

Stephanie Ribeiro

Stephanie Ribeiro é arquiteta e urbanista pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCamp) e atua também como escritora e colunista de revistas e sites, com textos publicados no Brasil e internacionalmente. Escreve e palestra sobre feminismo, questões raciais, arte, estética, moda, urbanismo e desigualdades.