Viva os Solteiros

Ao contrário do que todo mundo pensa, eu sou feliz solteira. Os relacionamentos são cobrados pela sociedade de tal forma, que quem não está em um, parece que é doente ou que é o problemático. Aliás, sou a favor de namoros e já tive os meus, mas faz tempo que não aparece alguém que valha à pena investir. Então, estou curtindo minha solteirice. E acho que a mulherada que anda a solta por aí, deveria fazer o mesmo. Enquanto não aparece nem o príncipe e nem o mendigo, vamos aproveitar que a vida é curta.

Não estou dizendo que é para sair dando para todo mundo, cada um faz o que quer. Mas é legal sair de casa e se abrir, não ficar pré-julgando os pretendentes só pela aparência. No último fim de semana, conheci um cavalheiro num bar. Mesmo sendo algo improvável, o cara era extremamente gentil e me impressionou. Ele não era o mais lindo de todos, e muito menos aquele que a gente olha e fica babando. Se ele estava fazendo um tipo apenas para me levar para a cama, ele conseguiu. Eu não resisto a um homem educado.

Eu estava com minhas amigas batendo papo e bebendo mojitos, enquanto ele estava no balcão do bar. Assim que ele viu o que eu estava bebendo, mandou o garçom me levar um drink, que era presente dele. Agradeci de longe e em seguida ele pediu para sentar ao meu lado. As minhas amigas ficaram com aquela inveja branca, como dizem por aí. E aí, foi só alegria. Conversamos e rimos por muito tempo. Ele tinha um alto astral que me cativou. Falamos desde os Rolling Stones até viagens paradisíacas. Que aliás, foi ali que descobri o defeito dele. Ele era empresário e estava na cidade apenas para uma reunião. Aí, pensei comigo: se eu estou bem só, porque me preocupar se nunca mais vou vê-lo? É minha gente, o cara era tão legal, que valia à pena namorar. Mas como isso também é improvável, pela distância, resolvi aproveitar a noite.

Fomos para o hotel dele e começamos a segunda parte da noite. Durante o caminho no carro, trocamos uns beijos, mas nada de espetacular. Até pensei que tivesse entrado numa fria, mas ele estava apenas escondendo o ouro. Chegamos lá, ele me serviu uma taça de champagne (não disse que era educado?) e começou a me acariciar. Estávamos sentados no  sofá e ele me beijava, calmamente, mas de um jeito que foi me dando um calor. Ele tirou meu vestido e continuou a passar a mão em todo o meu corpo. Ele também foi se despindo e se deitou sobre mim, e começou a me beijar com mais vontade. Eu já estava entregue, quando ele começou a fazer o melhor sexo oral que já recebi na vida! O que era aquilo? Aquilo era só o começo.

Em seguida, ele sentou no sofá e me colocou em cima dele. Aquele vai-e-vem me deixou louca e comecei a gritar de prazer. Eu estava sentindo um tesão, uma vontade de não parar. Ele também estava se divertindo bastante. Antes de gozarmos juntos (tem que ter muita concentração para isso, mas nós conseguimos), ele ainda trocou de posição mais duas vezes. Ainda fizemos um papai-mamãe básico, que tantos reclamam, e eu adoro. E para finalizar, ele me pegou de quatro. Eu achei que o mundo ia acabar ali. E se acabasse, morreria feliz. Essa noite foi, sem dúvida, alucinante.

Depois dessa noite, nos falamos algumas vezes por telefone e e-mail. Mas nós dois sabíamos que essa relação não ia adiante. Porém, todavia, entretanto, aproveitei. Aliás, nós dois aproveitamos enquanto deu.

 

Trilha: 

Girl You’ll Be a Woman Soon

Redação

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