Você aceitaria uma traição?

Difícil responder a essa questão, não é? É difícil porque a traição é um conceito por demais subjetivo para suportar previsões. E mais do que isso: o ser humano é inconstante, assim, o que hoje é traição para você, amanhã pode não ser.

Suponhamos que você pega seu gato se deliciando com a Playboy da Juliana Paes, qual seria a sua reação? Para você isso pode ser o fim da picada, um absurdo, para mim, no entanto, é normal. Afinal, aquilo é um pedaço de papel e a possibilidade de o meu namorado conhecer a Juliana é de uma em um milhão. Daí a ela querer alguma coisa com ele, então….

Agora vamos a outra situação: seu amado recebe um torpedo de uma amiga convidando para sair com a turma do trabalho para tomar uma cerveja. Teria a moça segundas intenções? Será que ele falou que é comprometido? Eles estão tendo um caso? Ou…. bacana ela querer fazer a turma interagir?

Para piorar tudo, vamos imaginar que o seu amorzinho foi à despedida de solteiro do melhor amigo de infância. Entre um gole e outro, lá pelas tantas, no meio da empolgação ele acaba se engraçando com uma das garotas de programa que animam a festinha. Arrependido, ele te conta tudo no dia seguinte e disse que não teve a menor importância. Rompimento definitivo, cd’s divididos e até nunca mais? Ou orgulho ferido, cartas na mesa, lágrimas derramadas, mágoas resolvidas e bola para frente?

O limite entre uma atitude ou outra, depende muito do momento de vida do casal e do relacionamento que eles escolheram desenvolver. A traição envolve uma carga pesada que é arrastada há décadas e pesa muito mais sobre as mulheres do que sobre os homens. É aquela velha história: homem que trai é garanhão, mulher que trai não presta.

A máxima machista e ultrapassada não faz o menor sentido se formos analisar a coisa racionalmente: traição é traição e pronto. É um erro que não se justifica e independe de gênero ou classe social. Muitas são as razões que levam uma pessoa a buscar um relacionamento extra daquele “oficializado” – seja um namoro, casamento, “ajuntamento” ou o que quer que se tenha definido.

Na sociedade pós-moderna em que a mulher se assumiu protagonista da própria vida, aceitar a traição do parceiro é se condenar ao estigma da submissão e da falta de amor próprio. Mas será que é bem assim? Será que vale a pena jogar fora um casamento que vem funcionando bem há anos porque um dia um dos dois fraquejou e deu uma “escapadinha”?

Por outro lado: será que ele deu essa tal “escapadinha” porque está sentindo falta de algo em casa? Se ele me traiu é porque não me ama mais? Será que é isso mesmo? Infelizmente essa balzaquiana repórter que vos escreve não tem essa resposta. Com experiência zero no tema, só me resta o bom senso e fazer aqui, o papel de “advogada do diabo”.

A resposta é muito pessoal. Só você saberá como agir no momento em que essa situação surgir na sua vida. E to

Redação

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