Você tem a sensação de que trabalha muito e a lista de tarefas só aumenta?

Eu tinha. Muito trabalho e, quando chegava no fim do dia, parecia que eu não tinha feito nada. Eu achava que tinha passado o dia todo pra lá e pra cá, sem resultado nenhum.

Na verdade, um único resultado: uma exaustão tremenda e uma lista de várias tarefas não cumpridas, que ficavam pro dia seguinte.

Tem alguma coisa errada nesse modelo.

 

E por que algumas pessoas conseguem fazer muita coisa em pouco tempo? Como eles fazem? Cumprir todas as tarefas, ganhar muito e ainda ter tempo de sobra? A tal da produtividade?

 

 Metas!

 Pois é. Cada vez mais eu acredito que este seja o segredo.

 Em um curso de empreendedorismo que eu fiz, falaram sobre um estudo feito com os alunos de Harvard se formando em 1953. Alguma coisa como: você estabeleceu uma meta clara e escrita pro seu futuro e você fez planos pra cumprir essa meta?

3% tinham metas escritas, 13% tinham metas na cabeça e o resto não tinha pensado no assunto, vou deixar a vida me levar.

Anos depois, avaliaram a remuneração e o patrimônio acumulado desses alunos. Quem tinha estabelecido meta na cabeça ganhava o dobro de quem não tinha qualquer objetivo. E os 3% que tinham metas escritas ganhavam dez vezes mais que os outros 97% juntos.

 

 

Fiquei curiosa, quis saber mais sobre esse estudo, afinal de contas tem livros sobre o tema. E descobri que isso é uma lenda urbana.

E apesar de não ter prova se existiu ou não, vale pensar porque essa lenda sobreviveu tantos anos.

Em busca dessa resposta, uma professora de uma universidade da Califórnia fez uma pesquisa semelhante em 2007.

Ela queria ver quanto o cumprimento de metas estava relacionado à escrever as tais metas, a um plano de ações e a assumir responsabilidade por essas ações.

Ela dividiu os participantes em 5 grupos, cada um com formas diferentes de pensar e implementar suas metas. E o estudo demonstrou a eficácia de três pilares do coaching: responsabilidade pelos próprios atos, comprometimento e estabelecimento de metas escritas.

Aí eu me perguntei por que eu não tinha o hábito de estabelecer metas escritas?

A primeira resposta que me ocorreu: nunca tinha pensado nisso antes. Sempre vivi assim, sempre funcionou. Será que é, realmente, importante?

Não me parecia uma resposta satisfatória, porque assim a vida segue como um barco à deriva. Se eu quero ser a protagonista da minha história, eu preciso, pelo menos, saber qual é essa história.

Segunda resposta: eu não sei estabelecer metas.

Já tinha feito alguns combinados comigo mesma. Mas pensando bem, eram vontades, fantasias, desejos, intenções, não necessariamente, metas com planos de ação para cumpri-las.

Como a lista feita no dia 31 de dezembro com o balanço do ano anterior e os desejos para o próximo. Uma análise das conquistas, perceber que muitos não tinham se realizado. Mais uma frustração.

Terceira resposta: medo de não conseguir cumprir as minhas metas. Se eu não me comprometo, não falho, não me frustro, posso parar a qualquer momento, posso renegociar o meu próprio combinado, posso deixar pra depois. Total falta de comprometimento comigo mesma. Mais, total falta de respeito comigo mesma.

Desde que eu me dei conta disso, eu tenho enfrentado esse desafio, escrever metas, pro ano, pro mês, pra semana e até pro dia. Não preciso de formalidade, só parar um momento, refletir e botar no papel. E tenho conseguido terminar o dia com a sensação de dever cumprido. E sentido muito mais orgulho das minhas conquistas.

E você, quer tentar e não sabe como? Cada um tem um jeito que funciona melhor. Se você quiser ajuda para descobrir o seu jeito, no seu dia a dia, só falar!

Obrigada e boa semana.

 

 

Juliana Elorza

Coach de satisfação profissional: com sua experiência corporativa de advogada empresarial, oferece uma mudança de percepção, para que você identifique a realidade que incomoda e promova uma evolução na sua carreira. Speaker coach: orienta na preparação de apresentações claras, diretas e rápidas no formato TED, usando sua experiência no TEDxSão Paulo.